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Informativo da reunião do COP de 13/03/2015

19 Mar

O diretor da Apacap Geraldo Carmo compareceu a reunião do COP (Conselho Pedagógico do CAp) no dia 13 de março e relatou o seguinte:

REPOSIÇÃO DE AULAS

Foi marcada uma reunião do COP para 24/03 para discutir como será feita a reposição dos dias de aula perdidos. A
Diretora Geral Malu adiantou que aos sábados não será possível fazer a reposição porque todo o primeiro andar do colégio fica ocupado pelo projeto de música “Toque se toque” na parte da manhã e, portanto, nesse período não será possível aplicar aulas. Além disso, dois sábados sim, um sábado não, há aulas de pós-graduação o dia inteiro.

CONTINGENTE DE CONTRATADOS

Limpeza: Hoje só faltaram um servidor de limpeza na parte da manhã e um de tarde.
Copeiras: ninguém faltou.
Assistentes de alunos (favor não usar mais o termo fiscais): chegaram quatro, faltaram dois
Recepicionistas da DAE e porteiros: Zero
Segurança: dois guardas uniformizados e um segurança de patrimônio. Esses profissionais, eventualmente, poderão “quebrar um galho” na portaria

PAGAMENTOS DOS EMPREGADOS DA QUALITÉCNICA

a ADUFRJ e O advogado do sindicato dos trabalhadores estuda uma forma de entrar na Justiça contra a empresa para o pagamento do atrasado. Mesmo os empregados que vieram todos os dias em janeiro foram descontados.

CAMPANHA LIMPEZA DA ESCOLA
Algumas professoras destacaram que a campanha para os alunos tomarem cuidados especiais para manterem a limpeza na escola, não deve ficar somente sob responsabilidade dos professores. Os pais também têm que assumir a responsabilidade de sensibilizar seus filhos com os cuidados gerais de limpeza que serão fundamentais para garantir a continuidade do funcionamento da escola daqui por diante e colaborar com os professores e funcionários.
Além da limpeza, os alunos precisarão colaborar com a escola que também está sem porteiros e sem recepicionistas e está desfalcada de assistentes.
A Diretora Malu falou que os alunos deverão levar copo ou garrafinha para encher de água para beber nos bebedouros novos que são de torneiras, para não gerar descarte de copos descartáveis.

CANTINA
A cantina acumula grande prejuízo por conta da falta de aulas.

REUNIÃO DA DIREÇÃO COM OS PAIS
Alguns professores alertaram para a necessidade da reunião com os pais para esclarecimentos e campanhas. A Malu alegou que está procurando um auditório que caiba tanta gente.

INÍCIO DAS AULAS
– Dia 16/03 para todas as séries, exceto 1º ano fundamental. Decisão unânime
– 1° ano fundamental – 23/03. Motivo: os pais têm que participar das aulas na primeira semana desses alunos e a primeira semana de aula do colégio, de uma forma geral, fica muito tumultuada para esse procedimento.

A Diretora Malu deixou claro que se houver algum problema com o funcionamento da escola em consequência de falta de pessoal terceirizado, ela poderá decidir pela paralisação das aulas sem necessidade de convocar o Conselho.

Carta ao Ministro da Educação

13 Fev

Excelentíssimo Senhor Ministro de Estado da Educação Cid Gomes

O Colégio da Aplicação da UFRJ suspendeu o inicio do ano letivo de seus 750 alunos pela falta de serviços de limpeza realizados por empresa terceirizada, que se encontra sem pagamento atribuído ao contingenciamento de verbas da UFRJ.

Solicito a V. Exa suas melhores providências para o pronto restabelecimento das atividades acadêmicas do Colégio de Aplicação da UFRJ, pois sem asseio a escola torna-se espaço insalubre e não de aprendizagem.

Na certeza do vosso compromisso com a educação pública de qualidade e a defesa intransigente de verbas para Educação, seguindo a orientação da Presidenta Dilma com o lema de seu governo “Brasil – Pátria Educadora”, espero que o Colégio de Aplicação da UFRJ possa restabelecer o seu importante papel social na formação de crianças e jovens, além da formação de licenciandos das mais diversas áreas, o mais brevemente possível.

Atenciosamente

Cassio Kuchpil – Presidente da Associação de Pais, Alunos e Amigos do CAp UFRJ

Carta ao Reitor da UFRJ

13 Fev

Rio de Janeiro, 13 de Fevereiro de 2015.

Magnífico Reitor Professor Carlos Levi

A Associação de Pais e Amigos do Colégio de Aplicação – CAp-UFRJ – vem manifestar sua grande preocupação pelo segundo adiamento consecutivo do início do ano letivo, previsto inicialmente para começar no último dia 09/02.

Em reunião do Colegiado Pedagógico (COP), realizada na tarde de 06/02, o retorno às aulas foi adiado devido à inconclusão das obras do único banheiro do colégio que serve coletivamente aos alunos, professores e funcionários. As famílias apreensivas receberam a notícia e se reorganizaram para retomar a rotina escolar.

Nesta quinta-feira, 12/02, em reunião extraordinária o COP deliberou  por novo adiamento, agora sem fixar data para início das aulas, por falta de funcionários para realizar a higienização do colégio. A firma terceirizada não recebeu pagamento, em consequência  não pagou aos funcionários que paralisaram a prestação de serviço. Sem asseio o colégio torna-se lugar insalubre e não espaço de aprendizagem.

Representando segmento importante da comunidade capiana (alunos do EF, EM e famílias)  solicitamos providências breves e eficazes que permitam ao colégio retomar o calendário escolar a fim de que não se avolumem os prejuízos acadêmicos dos alunos do CAp UFRJ.

Certos de seu compromisso com o papel social e a qualidade acadêmica do CAp UFRJ, firmamo-nos,

Cassio Kuchpil – Presidente da APACAp

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Atenção: Adiamento do início das aulas

13 Fev

Apacap elege nova diretoria

9 Fev

Em Assembleia Geral Ordinária (AGO) realizada em 6 de dezembro de 2014, a Associação de Pais, Alunos e Amigos do CAp-UFRJ (APACAp) elegeu a nova diretoria da entidade, que ficou assim constituida:

  • Presidente  – Cassio Kuchpil (8º Ano EF)
  • 1º Secretário  – Geraldo Balduino Rossi do Carmo; (7º Ano EF)
  • 2ª Secretário  – Patrícia Simoens (8º Ano EF)
  • 1º Tesoureiro  – Alexandre Carvalho Diniz (5º Ano EF)
  • 2º Tesoureiro  – Tereza Cristina Reis da Silva (7º Ano EF)
  • Diretora  Cultural – Patricia Boueri Guimarães (4º Ano EF)

Na mesma ocasião foi efetivada a posse da nova diretoria da APACAp, reafirmando-se o compromisso de seus membros em continuar a luta pela participação coletiva de pais e responsáveis em um Conselho escolar específico.

Entre as diversas propostas apresentadas, destaca-se a criação de ações que estreitem as relações da Associação com as famílias, a escola, os professores, funcionários e alunos do CAp.

Veja aqui a Ata da AGO de 06/12/2014

 

 

Ata da reunião de 23/08/2014

1 Set

No dia 23 de agosto de 2014, foi realizada nas dependências do Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, uma reunião da APACap – A Associação de Pais e Amigos do Colégio de Aplicação da UFRJ.

A reunião foi convocada pela diretoria da APACAp através de seus canais virtuais – Site, fóruns do Yahoo e Facebook e e-mails – e teve o intuito de informar aos membros da APACAp sobre as últimas ações efetivadas pela diretoria no âmbito do colégio.

Estiveram presentes representando a diretoria da APACAp, o presidente Wilson Pessanha, a primeira secretária Isabel Mello, o tesoureiro Fernando Zaider e a segunda secretaria Patrícia Boueri. Participaram da reunião 13 pais, mães e responsáveis por alunos do CAp UFRJ.

Na reunião que teve início às 10 horas e 30 minutos foram tratados os seguintes assuntos:

  • Prestação de Contas – Foi informado que havia em caixa, antes da festa Julina 2014, o valor de R$552,10. Desse valor foram gastos R$97,90 em descartáveis para a festa Julina 2014. Foram arrecadados mais R$ 452,50 na festa Julina 2014. Deste valor foi repassado ao Grêmio do CAp UFRJ (organizador do evento) o valor de R$49,50. O valor total entre créditos e débitos nesta data é de R$852,00. Foi acordado que esse dinheiro deverá ser depositado em uma conta poupança que será criada em breve pela direção da APACAp e que será utilizado posteriormente para o pagamento de despesas burocráticas e para a manutenção do  site e do domínio APACAP.org;
  • Informes sobre a APACAp – O relato da situação atual da diretoria da APACAp, sua composição e atividades . Neste ponto foi falado da composição do grupo, das ações realizadas para que a APACAp fosse efetivada como instituição com os devidos registros legais e das ações efetivadas no âmbito do colégio que tinham como meta estabelecer um canal de comunicação entre os pais e direção do CAp. Foi divulgado que os representantes da APACAp vêm mantendo reuniões regulares com a direção do colégio, onde temas diversos são tratados com o intuito de se buscar uma solução coletiva para os problemas encontrados.
  • Furtos – O problema relatado pelos pais e pela própria direção da APACAP que, das diversas ponderações feitas, destaca-se o fato de haver o entendimento da existência do problema, de que ele deve ser abordado de forma conjunta por pais e colégio e ambos devem desenvolver ações mais claras e objetivas. Durante o encontro a diretoria da APACAp enfatizou, com a concordância verbal dos presentes, que o assunto tem de ser tratado com muito cuidado, com uma abordagem não criminal, preservando de forma soberana a integridade moral dos envolvidos, buscando uma alteração de conduta de forma racional e não pela simples aplicação da coerção. Foi ressaltado também, que esta postura não impede de se pensar em formas práticas para coibir as ações de furto no colégio, através de medidas que possam ser adotadas prontamente. Estas medidas devem ser tomadas pelo colégio como um todo: pais, alunos, professores e funcionários da comunidade escolar. Ficou decidido que a APACAp em uma próxima reunião com a direção do colégio deverá levar novamente esta questão, enfatizando a necessidade de uma ação mais clara  sobre o tema, na busca de uma solução.
  • Reposição de aulas e falta de professores – a direção da APACAp informou que levou este assunto a última reunião com a direção do colégio, que por sua vez relatou a dificuldade em conseguir novas vagas para professores efetivos. A saída de professores substitutos, que muitas vezes deixam o cargo durante o meio do trimestre, por terem passado em outros concursos, também contribui para a falta de professores em determinadas disciplinas. Ainda segundo a direção, quando isso acontece, o colégio procura, o quanto antes, contratar professores para essas disciplinas. Sobre a reposição de aulas perdidas durante a greve de ônibus, esse assunto ainda estava sendo discutido no Conselho Pedagógico – COP. Até o momento, a direção do colégio não informou oficialmente qual a decisão do COP sobre a reposição e como ela será efetivada, embora tenha dito informalmente que não haverá reposição, mas as atividades extra-classe serão agendadas em horários que não sacrifiquem mais aulas.
  • Ar condicionado – Foi informado pelos diretores da APACAp que segundo relato da direção do CAp UFRJ, o não funcionamento dos aparelhos de ar-condicionado ocorre por um desentendimento comercial entre a empresa contrada pela licitação e uma terceirizada que faria o serviço mas não finalizou a instalação dos equipamentos – inserção de gás, testes de funcionamento, ajustes finais. A direção do CAp informou que foi feito um acordo legal para a finalização da instalação e que caso isto não ocorra em um prazo determinado, uma nova empresa poderá ser contratada para a finalização. Segundo a direção, o problema não é devido a falta de verbas ou de pagamentos e sim pelo não cumprimento, por parte do contratado, na finalização da instalação.
  • Regimento interno – durante a reunião foi dada ciência aos pais e responsáveis presentes que o regimento interno do Colégio de Aplicação da UFRJ encontra-se em fase de revisão e elaboração. Esta reformulação do regimento interno faz-se necessária para adequação às exigências do Conselho Nacional da Educação e às futuras demandas de funcionamento do colégio nas novas instalações, cuja mudança está prevista para acontecer não antes de 2020 na Cidade Universitária, Ilha do Fundão, na condição de colégio em tempo integral e sintonizado com o que se tem de mais atual na prática pedagógica e legal.

Dito isto, foi comunicado aos presentes que a APACAp aceitou convite feito pela atual direção do Colégio para participar da Comissão de Estudo do Regimento do CAp (composta por representantes de professores e técnicos administrativos), com assento, voz e voto nesta Comissão. Foi então avaliada como sendo de grande importância a participação da APACAp nesse processo. A direção da APACAp entende ser necessária, a participação do maior número possível de pais e responsáveis na elaboração deste importante documento. Foi discutido e proposto que devemos dar ampla divulgação deste trabalho e que devem ser organizada alguma forma para a obtenção e discussão de sugestões dos interessados em participar.

Neste momento, o grupo diretor da APACAp, ressaltou a necessidade de apoio e participação dos pais e responsáveis, membros efetivos da APACAp, por ser este um assunto importante que diz respeito a toda comunidade capiana e não deve ficar restrito a um grupo de apenas seis pessoas. Foi avaliado que a revisão e o estudo do regimento é uma oportunidade muito significativa de integração e ampliação da participação dos pais e responsáveis na vida da comunidade capiana e que para ser bem feito, a atual direção da APACAp gostaria de contar com maior participação voluntária e engajada dos pais e responsáveis, que pode se concretizar de diversas formas, mas que é imprescindível.

Às 13 horas e 15 minutos, esgotados todos os assuntos da pauta, inclusive os assuntos gerais, foi encerrada a reunião.

Carta Aberta à Direção do CAp UFRJ e ao COP

27 Set

Rio de Janeiro, 27/09/2013

 

 

 

Carta aberta dos pais do Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (CAp-UFRJ) à direção da escola e ao Conselho Pedagógico.

 

 

 

 

A Associação de Pais, Alunos e Amigos do Colégio de Aplicação da UFRJ – APACAp vem  a público manifestar sua opinião e suas demandas sobre assuntos e fatos relevantes  que têm ocorrido no CAp-UFRJ.

 

A APACAp, ao longo deste ano, vem manifestando o desejo e trabalhando para que possa ocorrer uma efetiva e produtiva integração entre as famílias, alunos e profissionais do CAp-UFRJ. Na busca deste objetivo, tentamos de diversas formas iniciar uma participação junto aos grupos de decisão formal deste colégio, nos apresentando para dialogar com a direção do CAp. 

 

Avaliamos que o CAp-UFRJ não vem dando a atenção adequada aos pais e esta falta de dialogo traz prejuízos ao processo pedagógico e dificulta o encaminhamento de soluções aos problemas pelos quais esta escola passa.  Nas vezes em que tentamos encaminhar sugestões, demandas coletivas ou pedidos de informações não obtivemos o tratamento esperado de um colégio público. Em adendo, existem problemas sérios de transparência do CAp-UFRJ, inaceitáveis num colégio público que se pretende democrático, e que agravam essa situação.

 

Esta avaliação se revela em questões práticas, como a ocorrência frequente de furtos nos últimos meses e, mais recentemente, de princípios de incêndios intencionais provocados nas dependências do CAp-UFRJ. Felizmente, foram todos debelados a tempo de evitar uma tragédia indesejável. As informações sobre os furtos e incêndios foram recebidas pelos pais via nossos filhos e/ou outros pais, sendo, em alguns casos, confirmadas individualmente pelos representantes da escola quando questionados.

 

A falta de uma comunicação estruturada com os pais e responsáveis gera uma intranquilidade muito grande, pois não sabemos ao certo a extensão e a gravidade dos incidentes, qual é a política da escola, caso exista, e qual o tratamento que o CAp vem dando a essas questões. Reconhecemos as dificuldades para lidar com essas situações, que são de natureza complexa envolvendo questões educacionais, psicológicas, culturais e institucionais. Acreditamos que todas as questões – de furto, depredação e incêndio – são interligadas e devem ser debatidas aberta e francamente com todos os “atores” deste colégio a fim de se buscar soluções.

 

Após solicitação da APACAp, foram realizadas reuniões com diferentes representantes da escola para tratar desses assuntos, a saber:

  • Em 5 de março de 2013, com a diretora Celina, sobre vários assuntos, inclusive o pedido da criação de um plano de resposta à emergência na escola;
  • Em 21 de junho de 2013, com os quatro diretores adjuntos, sobre furtos;
  • Em 9 de setembro de 2013, com vice-diretora Miriam e diretor adjunto Marcos, sobre os incêndios intencionais;

 

Nas reuniões, questionamos a falta de comunicação direta dessas ocorrências para os pais e responsáveis e pedimos informações sobre a política da escola referente a atos desse tipo. Também sugerimos a criação de grupos de trabalho, com representantes da escola e dos pais para tratar mais a fundo as questões envolvidas, além de uma reunião geral, ou com um grupo restrito de pais, para permitir a troca transparente de informações. Recebemos a garantia verbal nessas reuniões de que nossas colocações seriam discutidas internamente na escola, mas não recebemos respostas.

 

A participação dos pais e responsáveis no processo educacional, em nível individual, das turmas e do colégio, faz parte dos preceitos educacionais contemporâneos no Brasil e no mundo. Consideramos a falta de respostas às demandas e sugestões dos pais e responsáveis um tratamento impróprio e uma desvalorização desta participação.

 

Tratamento com igual desconsideração vem sendo dado ao processo de representação dos pais e responsáveis na escola. A representação dos pais e responsáveis numa instância deliberativa ou consultiva, chamada provisoriamente de “fórum participativo”, foi aprovada numa reunião do Conselho Pedagógico – COP – em 2012. Foram realizadas duas reuniões para discutir o regulamento e os atributos deste fórum, ocorridas em setembro e outubro de 2012, e nunca mais houve convocação, apesar de repetidas solicitações, por email e telefone, por parte da APACAp. Novamente estamos tendo dificuldades para obter respostas.

 

A existência de mecanismos de participação dos pais e responsáveis é uma ferramenta básica de gestão democrática de escolas públicas. A gestão democrática do ensino público, além do seu papel pedagógico, é também um preceito constitucional previsto no parágrafo VI do Artigo 206 da nossa Carta Magna.

 

A falta de transparência do CAP-UFRJ vai além da participação dos pais e responsáveis. Ainda que se tenha eleições de dirigentes com a participação de professores, estudantes e funcionários e processos internos de decisão coletiva  faltam alguns requisitos mínimos de transparência em relação à sociedade.  Em outros CAps, colégios federais  ou outros colegiados da UFRJ, as reuniões são abertas e suas decisões são divulgadas publicamente, alguns inclusive prevendo o direito a voz da comunidade escolar, mediante solicitação prévia. No CAp-UFRJ, as reuniões do COP não possuem atas ou não são divulgadas. O direito à informação é um pressuposto básico da transparência pública. Este hermetismo pode levar a decisões cartoriais ou puramente corporativas.  Ainda que o COP possua características distintas de outros colegiados da UFRJ, justificando nível de transparência diferenciado, não é compreensível a inexistência de estatuto ou regimento que definam as suas atribuições e responsabilidades frente à sociedade, sendo estes instrumentos essenciais para a gestão pública transparente.

 

Entendemos que  a partir do momento em que a escola recebe nossos filhos, assume a responsabilidade de garantir sua segurança in loco parentis. Entendemos, portanto, que a escola tem a obrigação moral e legal de comunicar aos pais qualquer fato ocorrido dentro do ambiente escolar que possa colocar em risco a segurança de nossos filhos.

 

Consideramos que a falta real ou aparente de ações consistentes contra fatos menores (pequenos furtos, pequenas depredações) tende a disseminar uma cultura de impunidade que estimula outros atos. A falta de transparência das ações do colégio e a divulgação de uma política em relação a este assunto também dificulta a possível colaboração das famílias nestas questões.

 

Com relação à ocorrência de furtos, comparando o discurso da escola com os relatos dos pais, constatamos que há uma subnotificação de casos de furto na escola em face da sensação observada entre os pais, mães e responsáveis de que os furtos menores são naturalizados ou até banalizados na escola e que a responsabilidade pela proteção dos pertences é unicamente de cada aluno. Também questionamos a inexistência de um livro de ocorrências e/ou outro registro escrito de furtos, depredações e outros incidentes ocorridos dentro da escola.

Incêndios colocam em risco a segurança de todos que estudam e trabalham, principalmente em uma escola, como é o caso do CAp UFRJ, onde inexiste um plano de resposta à emergência, sendo que nem os profissionais nem os alunos sabem como agir em caso de incêndio ou outro sinistro.

 

Tendo em vista as considerações acima, solicitamos:

 

  1.                                I.            A imediata comunicação aos pais e responsáveis a respeito dos fatos graves ocorridos recentemente na escola;
  2.                              II.            A imediata comunicação aos pais e responsáveis da maneira como a escola esta tratando desses fatos graves ocorridos recentemente na escola;
  3.                           III.            A imediata construção conjunta de um Plano de Resposta à Emergência, para garantir a integridade física de todos que estudam e trabalham na escola;
  4.                           IV.            Reforçamos a demanda de os pais e responsáveis terem representação coletiva na escola, por meio de representantes em instância deliberativa e/ou consultiva, conforme orientação do MEC e em consonância com preceitos educacionais contemporâneos no Brasil e no mundo.

 

Em adendo a esta carta-aberta anexamos um documento elaborado sobre a ocorrência de furtos, baseado em informações fornecidas por pais, mães e representantes em fóruns online e em uma reunião presencial.

 

Por não termos participação no processo decisório da escola, solicitamos que esta carta-aberta seja lida e discutida no Conselho Pedagógico e que o teor das discussões seja relatado aos pais.

 

Finalmente, por acreditarmos que a educação do cidadão do futuro é a responsabilidade conjunta das famílias e das escolas, salientamos o artigo 53 do Estatuto da Criança e do Adolescente, em parágrafo único:

 

“É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico, bem como participar da definição das propostas educacionais.”

 

Reconhecemos os esforços individuais de alguns membros da direção do CAp e suas reais preocupações com as situações acima expostas, entretanto acreditamos que não estamos obtendo o êxito esperado. Este não êxito demonstra o quanto é difícil sair do discurso para uma prática participativa efetiva.

 

A APACAp tem como princípio a defesa do ensino público de qualidade e entende que o CAp-UFRJ é patrimônio do Brasil, devendo ser preservado pelo seu papel de destaque no cenário da Educação deste país.

 

 

Diretoria da APACAp