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APACAp abre espaço aos candidatos à Reitoria da UFRJ

12 Abr

Atenta à movimentação da comunidade universitária em torno da eleição do reitor da UFRJ, a Associação de Pais, Alunos e Amigos do CAp oferece aos candidatos das três chapas concorrentes a oportunidade de se apresentar virtualmente para a comunidade capiana.

A votação será realizada nos dias 14, 15 e 16 de abril.

Embora, entre os alunos, apenas os do Ensino Médio possam exercer o direito de voto neste pleito, o coletivo das famílias do CAp abre espaço no Blog da APACAp para conhecer melhor o que defendem as chapas e como pensam seus representantes:

  • Chapa 10 – Todos pela UFRJ – Unidade na diversidade – ANGELA ROCHA (Instituto de Matemática) e CARLOS RANGEL (vice);
  • Chapa 20 – UFRJ Autônoma, Crítica e Democrática – ROBERTO LEHER (Faculdade de Educação) e DENISE NASCIMENTO (vice);
  • Chapa 30 – Somos todos UFRJ – DENISE PIRES DE CARVALHO (Instituto de Biofísica) e WALTER SUEMITSU (vice);

Todos os candidatos receberam o mesmo questionário com as seguintes perguntas:

1) Como a sua candidatura enxerga o Colégio de Aplicação no contexto da Universidade?

2) Como a sua candidatura entende a participação das famílias na comunidade escolar? Que tipo de contribuição os responsáveis por alunos devem dar ao CAp?

3) Como é marcada na sua candidatura a proposta de defesa e valorização da UFRJ?

Ficaremos aguardando as respostas com extremo interesse. Pretendemos publicá-las aqui.

A Diretoria da APACAp

Sobre o segundo adiamento do início do ano letivo 2015

21 Fev
As informações abaixo são um resumo da comunicação entre a APACAp e a direção geral do CAp; a UFRJ; a empresa Qualitécnica-SP e as notícias divulgadas na impresa.
Para manter-se esclarecido sobre a situação do CAp, acompanhe:
a) O problema do atraso de repasse para pagamento da empresa de limpeza foi, ao menos em parte, resolvido. O MEC enviou os recursos na sexta-feira 13/02 para a UFRJ, que depositou para a empresa de limpeza na quarta-feira de cinzas, 18/2. Por conta de prazos bancários e questões administrativas, é esperado que os empregados da Qualitécnica comecem a receber os seus salários na segunda-feira, 23/2. Na sexta-feira, 20/2, a direção da Apacap fez contato com a firma Qualitécnica, em São Paulo. A funcionária do departamento financeiro informou que dinheiro ainda não estava disponível na conta da empresa, mas confirmou que os funcionários devem voltar ao trabalho na próxima semana;
b) A escola está muito suja, há muita poeira, resíduo da obra nos banheiros. Foi feita também a dedetização, descunipização e desratização no recesso de carnaval. É necessário limpar e arrumar a escola para receber os alunos com segurança;
c) Na segunda-feira, 23/02, os professores e funcionários do CAp realizarão uma assembleia para discutir a situação corrente e propor ações. A assembleia é presidida por professores e funcionários voluntários. A APACAp não foi convidada para contribuir com esta discussão. Entender as dinâmicas que resultam no problema de repasse de verbas federais de custeio é fundamental para mobilizar as famílias e atuar preventivamente;
d) Na terça-feira, 24/02, o COP (Conselho Pedagógico do CAp) se reunirá para deliberar sobre o início do ano letivo 2015. A APACAp, que não possui assento nesse Conselho, fez solicitação para estar presente. A direção geral convidou a APACAp após a reunião extraordinária do COP, em 12/2, apenas para comunicar sobre a deliberação do segundo adiamento do início das aulas;
e) A direção geral vai emitir comunicado oficial pra informar a decisão do COP sobre o início das aulas, provavelmente na noite da terça-feira, 24/02, ou no mais tardar na manhã seguinte (25/02). A APACAp vai repercutir a informação oficial, publicando no site da APACAp, no Fórum dos Pais e Amigos do CAp do Facebook, no Fórum  dos Pais do CAp no Yahoo! Grupos e informar à imprensa que “cobriu”  e continua acompanhando o assunto;
f) A mobilização da comunidade capiana é fundamental para pressionar as autoridades pela resolução dos problemas que impedem o funcionamento da escola. A participação das famílias fez com que a imprensa repercutisse a decisão do COP, e deu ampla visibilidade ao caso;
g) Superado o assunto mais emergencial da limpeza da escola, convém nos mantermos mobilizados pela solução de outros problemas da escola, em nome da melhoria das condições de trabalho e bem estar de funcionários, professores e alunos.
APACAp reforça o seu compromisso primordial de representar as famílias capianas, fazendo a defesa do CAp e estando presente para contribuir nas discussões e decisões que valorizem toda a comunidade escolar.

10 pressupostos da educação integral

30 Ago

Nesta matéria do Portal Porvir, entenda o que é e o que é preciso para desenvolver o conceito, que impacta milhares de famílias e suas comunidades
O nome “educação integral” induz a uma armadilha fácil: considerar que, se o aluno fica o dia inteiro na escola, ele tem acesso a uma educação integral. Nada disso. A educação integral, que deve chegar a 60 mil das 160 mil escolas públicas brasileiras até o ano que vem, tem um conceito muito mais amplo, em que tem o cerne no desenvolvimento integral do aluno. O tempo de permanência na escola – ou melhor, em circunstâncias de aprendizagem – é apenas um dos três pilares que o sustentam.

O primeiro deles é o desenvolvimento do ser humano em todas as suas dimensões. Ou seja, para se ter um ambiente de educação integral, o aluno deve ser formado não só do ponto de vista intelectual, mas também no afetivo, no social, no físico. Para que isso ocorra e já chegando ao segundo pilar, é preciso que haja uma integração de tempos e espaços, com a inclusão de diversos atores no processo educativo. Assim, a educação não deve ficar limitada ao espaço escolar nem se apoiar exclusivamente no professor. A educação integral é, portanto, aquela em que os cidadãos se envolvem e compartilham saberes, dentro ou fora da escola. Já o terceiro pilar é o do desenvolvimento das atividades em tempo integral.

Para ajudar educadores, pais e qualquer cidadão a entender o que é educação integral e o que é preciso para desenvolvê-la, o Porvir fez um compilado dos 10 pressupostos que envolvem o conceito. Confira!

1. O direito a uma educação de qualidade é a peça chave para a ampliação e a garantia dos demais direitos humanos e sociais.

2. O objetivo final da educação integral é a promoção do desenvolvimento integral dos alunos, por meio dos aspectos intelectual, afetivo, social e físico.

3. A educação não se esgota no espaço físico da escola nem no tempo de 4 h, 7 h ou mais em que o aluno fica na escola.

4. A educação deve promover articulações e convivências entre educadores, comunidade e famílias, programas e serviços públicos, entre governos e ONGs, dentro e fora da escola.

5. A escola faz parte de uma rede que possibilita a compreensão da sociedade, a construção de juízos de valor e do desenvolvimento integral do ser humano.

6. Organizações e instituições da cidade precisam fortalecer a compreensão de que também são espaços educadores e podem agir como agentes educativos. Já a escola precisa fortalecer a compreensão de que não é o único espaço educador da cidade.

7. O projeto político-pedagógico deve ser elaborado por toda a comunidade escolar refletindo a importância e a complementariedade dos saberes acadêmicos e comunitários.

8. Ficar mais tempo na escola não é necessariamente sinônimo de educação integral; passar mais tempo em aprendizagens significativas, sim.

9. A escola funciona como um catalisador entre os espaços educativos e seu entorno e serve como local onde os demais espaços podem ser ressignificados e os demais projetos, articulados.

10. Além de demandar a articulação de agentes, tempos e espaços, a educação integral se apoia na articulação de políticas (cultura, esporte, assistência social, meio ambiente, saúde e outras) e programas.

Fonte: Caminhos para Elaborar uma Proposta de Educação Integral em Jornada Ampliada, Secretaria de Educação Básica do MEC, Bairro-Escola Rio Vermelho, Associação Cidade Escola Aprendiz

Esta reportagem faz parte de uma série especial sobre educação integral, acompanhando o lançamento do Centro de Referências em Educação Integral, uma iniciativa apoiada pelo Porvir e pelo Inspirare.

A plataforma do centro já está disponível a partir de 29 de agosto, no site do Centro de Referências em Educação Integral.

Portal Porvir

Professora usa rede social em lição de casa

12 Ago
Docente posta exercícios no Facebook para que alunos não se ‘esqueçam’ da tarefa; notas em matemática melhoraram, segundo reportagem da Folha de domingo (11)

Se não é possível lutar contra as redes sociais, o melhor é juntar-se a elas. Essa é a filosofia de uma professora de matemática que resolveu usar o Facebook para postar lições de casa e para acompanhar de perto as tarefas.

Vale de tudo: foto da lousa do dia, lembretes das tarefas que devem ser feitas e até mensagens de ânimo para os estudantes com dificuldades.

“Os alunos agora não têm como esquecer de fazer a tarefa. Eles vivem com o celular na mão e são lembrados a toda hora”, conta Carla Afono, 46, professora de matemática do colégio Santa Maria, na zona sul de SP.

Da parte dos estudantes –são 174 alunos de 12 e 13 anos (8º ano) que participam da comunidade virtual–, as postagens geralmente trazem dúvidas sobre as lições.

Há quem poste foto do próprio caderno com equações resolvidas em casa. Ou quem pergunte sobre a definição “da quantidade de incógnitas” na tarefa de casa.

“O Facebook é o primeiro site em que todo mundo entra quando liga o computador. Aí não tem jeito: a lição de casa está lá”, explica Gustavo Cravinhos, 13, do 8º ano.

Às vezes, conta, ele acaba se distraindo no site. Mas na maioria das vezes faz todas as lições postadas. Tanto que suas notas em matemática até melhoraram neste ano. De acordo com ele, passaram de “C” para “B” e até “A”.

A elaboração de tarefas de casa aumentou 70% após a criação do grupo, no início do ano, calcula Carla.

O ânimo para os números também está melhor: a quantidade de inscritos do 8º ano do colégio nas Olimpíadas de Matemática passou de 25 alunos (em 2012) para 80.

As atividades virtuais, diz a professora, representam cerca de uma hora a mais de trabalho por dia. Mas o salário não mudou. “Faço por amor mesmo”, conta. A família não reclama? “Não. Até ganhei um tablet do marido.”

(SabineRighetti/Folha de S.Paulo )

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/123437-professora-usa-rede-social-em-licao-de-casa.shtml

Pais de alunos sem representatividade!

30 Jul

O primeiro semestre do ano letivo já passou e nada indica que a representatividade dos pais nos Conselhos de Escola tenha melhorado. Como sempre, os diretores fizeram a “eleição” na base de cartas marcadas, escolhendo a dedo os pais de sua “panela”. Quando comentamos essa realidade numa das audiências públicas do PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO de São Paulo, um sindicalista nos ameaçou de processo, pois teríamos que “comprovar” o fato. O convidamos, então, a nos apresentar um único exemplo de escola onde a direção tivesse promovido uma campanha para a eleição do Conselho, divulgado amplamente a data e deixado de “coordenar” a votação na sala onde os pais deveriam se reunir no dia da eleição.

Como nos anos passados, os pais nos encaminham por e-mail constantes denúncias de irregularidades em escolas de todo o Brasil, comprovando o óbvio: eles não têm qualquer respaldo dentro da escola dos filhos, ninguém os representa!

Nossa esperança era a discussão do PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO, no qual tentaríamos inserir a questão da gestão democrática nas escolas e a inclusão da comunidade. Misteriosamente, após a 2ª audiência pública do Plano, realizada dia 23 de maio, todas as demais audiências temáticas já agendadas foram canceladas, o que significa voltar à estaca zero!

Surgiu também um complicador, que foi a criação pela Secretaria Municipal de Educação de um tal fórum de educação “chapa branca”, diferente do nosso, criado há 20 anos como movimento de pais de alunos e muito ativo na discussão das políticas públicas. Esse novo fórum governamental teria a incumbência de organizar a conferência municipal de educação, cujos representantes deverão participar da estadual e, finalmente, da Conferência Nacional de Educação em 2014, em Brasília. Historicamente, os pais de alunos não possuem representatividade nas conferências municipais de educação, tanto quanto não a possuem nos Conselhos de Escola. Basta dizer que, na conferência regional de Santo Amaro (realizada em 29/06 e preparatória da municipal) havia 160 presentes, entre professores, funcionários, pais e alunos, sendo que os pais/mães eram apenas 6 e os alunos 4. Que representatividade é essa?… O pior de tudo foi que o PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO, sem dúvida o assunto mais importante para finalmente garantir uma política educacional efetiva em São Paulo, não estava na pauta!

Nada indica que teremos boas novidades no segundo semestre, por isso nossa prioridade continuará sendo o projeto que o Fórum Municipal de Educação da Cidade de São Paulo – o legítimo – defende há anos através de suas entidades (leia detalhes clicando aqui) como a principal sugestão para a efetiva implantação da gestão democrática nas escolas:

Para que a comunidade se sinta bem-vinda na gestão escolar, o Ministério da Educação precisa fazer um pronunciamento nacional no começo de cada ano letivo, falando sobre a importância da participação dos pais e responsáveis nos Conselhos de Escola. Por sua vez, os governos estaduais e municipais precisam fazer campanhas de divulgação das eleições dos Conselhos de Escola, ESTIPULANDO UMA ÚNICA DATA para todas as escolas da mesma cidade ou rede, e distribuindo folhetos explicativos. Cada governo poderia usar uma pequena parte de suas verbas publicitárias a fim de promover a GESTÃO PARTICIPATIVA NA ESCOLA.

Que fique bem claro: os pais de alunos deixam de participar dos Conselhos de Escola porque NÃO SÃO BEM-VINDOS, não porque são omissos. A “melhor forma” que os diretores de escola encontram para boicotar sua participação, além de melar a eleição, é agendar as reuniões durante o horário de expediente.

Sem gestão democrática, a escola pública vai continuar sendo uma cópia perfeita do sistema governamental brasileiro: autoritária, relapsa, incompetente!

Fonte: Educaforum