Colégio de Aplicação da UFRJ realiza eleição para direção

15 Jan
Nos dias 14 e 15 de janeiro será realizada a eleição para a Direção do Colégio de Aplicação da UFRJ, para a gestão 2016-2017. Uma única chapa se apresentou para concorrer. Veja a seguir a composição e o programa divulgado pela chapa.

TECER O COLETIVO

Programa da Chapa – Direção do CAp-UFRJ – Gestão 2016-2017

 

Direção Geral:

Diretora: Maria Cristina Miranda da Silva

Vice-diretora: Graça Regina Franco da Silva Reis

Direção Adjunta de Ensino:

André Luís Mourão de Uzêda

Cassandra Marina da Silveira Pontes da Silva

Edmilson Pereira

Direção Adjunta de Licenciatura, Pesquisa e Extensão:

Izabel Cristina Goudart da Silva

Mariana de Souza Guimarães

 

Tecer é lugar visível e vinculo invisível, é desenhar com a linha no espaço, seja físico ou virtual. É um meio de expressão, em que a linguagem se realiza no diálogo de quem constrói a urdidura e tece a trama. Linguagem de partilha, de colaboração, de escuta e conexão. Ao escolhermos o nome para nossa chapa, evidenciamos nele nosso desejo de uma gestão que se caracterize pelo encontro potente de todo corpo docente, técnicos, funcionários, estudantes e comunidade CApiana em geral para juntos construirmos conceitos e ações vinculadas pelo afeto e pela experiência afetiva de fazer em conjunto e tecer um espaço escolar onde todos os envolvidos se reconheçam nessa trama e que pensem suas práticas a partir de uma estética e ética que sejam verdadeiramente conectivas, preocupadas com o reencantamento do mundo por meio da educação pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada.

Os Colégios de Aplicação das Instituições Federais de Ensino Superior possuem uma natureza assentada em duas dimensões interligadas: a formação de crianças e adolescentes na Educação Básica e a formação de professores. Nessa perspectiva, o trabalho dos/nos CAp está fundamentado em três importantes funções sociais da universidade: a formação de professores, a experimentação pedagógica e a elaboração/produção de material didático, metodologias e práticas pedagógicas para a Educação Básica. Por sua natureza universitária, os CAp desenvolvem ensino, pesquisa e extensão, processos que precisam estar intimamente relacionados, com vistas às inovações pedagógicas e à formação de professores. Nesse sentido, consideramos que o CAp, a Escola de Educação Infantil e a Faculdade de Educação devem compor um mesmo complexo de formação, ampliando o escopo do compromisso da UFRJ com a educação pública e fortalecendo a interação dos grupos e coletivos que se dedicam ao aperfeiçoamento docente e à pesquisa sobre o ensino nos diversos campos do saber. Desse caráter resultam condições favoráveis para a prática de uma educação de qualidade social que tem se concretizado e ultrapassado a retórica do direito como utopia.

Dentro e fora do Colégio de Aplicação, vivemos um momento social, político e institucional delicado. Entendemos que, mais do que nunca, é de vital importância o reconhecimento de que o nosso fazer e o nosso pensar são produzidos coletivamente e vividos na diversidade e na pluralidade de concepções e que por isso devem se relacionar com respeito e reconhecimento mútuo. As dificuldades que a Universidade Pública em geral, e a UFRJ em particular, enfrentam hoje exigem ousadia, vigor democrático e capacidade inventiva na gestão. Ao aceitarmos e assumirmos o desafio de dirigir o Colégio de Aplicação, pretendemos construir, coletivamente, um CAp acadêmico, democrático e autônomo partindo dos seguintes eixos e diretrizes:

 

  • Participação, democracia e transparência como dimensão política e de gestão
  1. Diálogo permanente entre os diferentes segmentos da escola;
  2. Fortalecimento dos fóruns coletivos de debate e deliberação;
  3. Plenárias e reuniões regulares com participação de professores, técnicos e estudantes, em conjunto e em separado;
  4. Revitalização dos espaços de convivência, possibilitando melhores condições de trabalho e estudo;
  5. Prosseguimento do debate e resoluções sobre o Projeto Político-Pedagógico do CAp;
  6. Reflexão permanente sobre as normas de convivência em parceria com todos os segmentos da escola;
  7. Gestão financeira participativa;
  8. Compromisso com o direito universal de acesso ao conhecimento e de luta pela assistência e permanência estudantil.

 

  • Ensino, Pesquisa e Extensão: produção de conhecimento como dimensão político-acadêmica
  1. Fortalecimento do CAp como espaço de formação inicial de professores;
  2. Criação de novos espaços para a formação continuada de professores;
  3. Investimento na extensão como dimensão relacionada aos interesses da população e ao papel do CAp na articulação da educação básica com o educação superior;
  4. Fortalecimento e reconhecimento do CAp como espaço de pesquisa teórica e aplicada em educação;
  5. Divulgação e socialização da produção de conhecimentos do CAp, participação em programas e formas de fomento de pesquisa e extensão;
  6. Participação institucional do CAp nos grandes debates que definem o futuro da educação pública brasileira, como Currículo Nacional Comum, Plano Nacional de Educação, ENEM-SISU, Diretrizes Curriculares das Licenciaturas, PIBID e Avaliação, dentre outros;
  7. Atualização permanente dos currículos da educação básica praticada no CAp, em interação com as demais unidades acadêmicas da UFRJ, objetivando assegurar aos estudantes uma formação científico-cultural rigorosa, sistemática e crítica;
  8. Fomentar debates e incentivar práticas pedagógicas que propiciem interação dialógica ativa e sistemática dos docentes, técnicos-administrativos e estudantes, bases para uma formação integral e comprometida com o bem-viver dos povos;
  9. Participação institucional sistemática do CAp no desenvolvimento do Complexo de Formação de Professores da UFRJ, notadamente nas licenciaturas ofertadas pela instituição.

 

Comprometidos com uma gestão que articule nossas ações e diretrizes, tendo a interação como um processo que seja capaz de potencializar o diálogo, a tessitura baseada no coletivo, na colaboração, na partilha, na solidariedade e no afeto, privilegiamos, assim, ações que nos vinculem, nos mantenham unidos e coesos e que propiciem condições para que possamos tecer uma educação pública, gratuita e de qualidade.


 

 

 

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