Professores do CAp não aderem imediatamente à greve nacional

23 Jun

A maioria dos professores do Colégio de Aplicação da UFRJ votou contra a adesão do CAp à greve dos docentes de universidades federais. A informação não é oficial mas foi confirmada por fontes que participaram da assembleia de docentes realizada nesta segunda (22/06) à noite, no auditório do CAp.

Hoje (23) é o dia marcado para o início a greve dos professores da UFRJ, conforme decidido na Assembleia da ADUFRJ de sexta-feira passada (19/06).  Só que o CAp não aderiu imediatamente e as aulas na rua J. J. Seabra s/n hoje seguem normalmente.

A Direção Geral se comprometeu a divulgar pelo site do CAp uma carta dos professores informando oficialmente o resultado da reunião realizada ontem, o que deve ocorrer ainda no dia de hoje.

A APACAp não pôde estar presente na assembléia, pois a mesma foi fechada somente para os professores da escola. Assim, nossas informações até o momento foram fornecidas por um pai de aluno que permaneceu aguardando o término da assembleia na entrada da escola.

A participação dos professores do CAp no movimento paredista docente, no entanto, não está ainda definida e é possível que seja novamente debatida em nova assembléia. Esse texto será atualizado tão logo recebamos outras informações.


Antes da Assembleia de ontem, a APACAp divulgou a seguinte carta:

Prezados Professoras e Professores do CAp UFRJ

A APACAp recebe com preocupação o resultado da Assembleia de Docentes da UFRJ do dia 19/06, quando a proposta de greve a partir do dia 23/06 venceu por poucos votos de diferença.
Re-encaminhamos carta lida pela APACAp em Assembleia de Docentes da UFRJ do dia 25/06 onde ressaltamos as especificidades do CAp UFRJ. Avaliamos naquela ocasião que o CAp UFRJ há décadas cumpre importante papel para a formação de professores, pesquisadores e alunos e também enfrenta o desafio para manter o seu bom funcionamento, há déficit de professores efetivos e de servidores técnico-administrativos, baixo orçamento para conservação e modernização de suas instalações e sua sede com limitações.
Lembramos que a comunidade escolar do CAp UFRJ vivenciou duas greves, em 2011 e 2012. Os alunos e familiares do CAp ainda sentem os efeitos de tais acontecimentos, não apenas na memória, mas também nas consequências pessoais e acadêmicas que estas representaram. Na carta registramos: ” A vivência de uma greve não impacta igualmente os alunos de graduação, pós-graduação e os alunos do CAp. A maioria dos alunos do CAp são crianças e muitas não possuem autonomia e tampouco maturidade para compreender os sentidos de uma greve. Pela sua condição de vulnerabilidade social, a vivência do período de privação de aulas pode significar o isolamento, o desânimo com o estudo e o confinamento doméstico.”
Nesta carta perguntamos: ” será que a singularidade dos alunos do CAp e de seus professores e funcionários não merecem ser consideradas como excepcionais num cenário de greve da universidade? Será que conferir um tratamento “igualitário” entre crianças e adultos é o mais justo e, inclusive, o mais correto frente ao nosso ordenamento jurídico? Como proceder para proteger os segmentos mais vulneráveis da universidade num contexto de greve e o que fazer para reduzir danos a indivíduos em uma etapa tão fundamental do seu desenvolvimento e processo de formação para a cidadania?”
Reafirmamos o compromisso das mães, pais, responsáveis e alunos do CAp na luta pela valorização da educação pública e por condições dignas de trabalho para docentes e servidores técnico-administrativos e de estudo para os alunos. Solicitamos assim que considerem também as necessidades e vulnerabilidades das crianças e adolescentes do CAp, avaliando a possibilidade de excepcionalidade de adesão dos docentes do CAp à greve e a construção conjunta de ações que deem visibilidade às reivindicações docentes e dos técnicos administrativos.

Uma resposta to “Professores do CAp não aderem imediatamente à greve nacional”

  1. Antonio Carlos Benício 23 de Junho de 2015 às 8:59 #

    Bom Dia!
    Recebo com satisfação a notícia, ainda não confirmada de que os Professores do CAP/UFRJ não aderiram ao movimento grevista que considero inoportuno, fora de propósito e movido por uma politicagem baixa da maioria do sindicalismo brasileiro. Parabéns aos Professores do CAP/UFRJ que não aceitam ser massa de manobra de um sindicalismo oportunista e irresponsável.

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